segunda-feira, 23 de maio de 2016

Síntese reflexiva do texto: Ser professora: avaliar e ser avaliada.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA – UFPB
CENTRO DE CIÊNCIAS APLICADAS E EDUCAÇÃO – CCAE
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
CAMPUS IV – RIO TINTO
DISCIPLINA: Avaliação de Aprendizagem
PROFESSOR: Joseval Miranda
ALUNA: Digelvânia da Silva Clementino

Síntese reflexiva do texto: Ser professora: avaliar e ser avaliada.

No texto a autora indica que a professora deve informa o que cada aluno e aluna sabe e atribuir um valor a seus conhecimentos. Tarefa árdua, constantemente apreendida como um processo simples. Avaliar, como tarefa docente, mobiliza corações e mente, afeto e razão, desejos e possibilidades. É uma tarefa que dá identidade à professora, normatiza a sua ação, define etapas e procedimentos escolares.
A avaliação classificatória não proporciona espaços significativos para um diálogo profundo em que o processo e seus resultados possam ser compartilhados pelos sujeitos nele envolvidos. A avaliação como tarefa escolar, inscreve-se num conjunto de práticas sociais que tomam o conhecimento como meio para manipular e dominar o mundo, fazendo-o funcionar segundo as determinações de um sujeito.
A avaliação classificatória configura-se com as ideias de mérito, julgamento punição e recompensa, exigindo o distanciamento entre os sujeitos que se entrelaçam nas práticas escolares cotidianas. A avaliação quantitativa expressa, no âmbito escolar, a epistemologia positiva que conduz um metodologia em que a manipulação dos dados tem prioridade sobre a compreensão do processo.
Os diversos instrumentos de avaliação viabilizam o distanciamento entre o sujeito que conhece, neste caso a professora que avalia, do objeto de conhecimento, aqui representado pelo estudante que está sendo avaliado. Entre a professora e seus alunos e alunas interpõe-se instrumentos e procedimentos – provas, testes, arguições, exercícios, fichas, boletins – com a finalidade de aferir o conhecimento que o (a) estudante possui.
A avaliação, assim considerada, não se refere à aprendizagem e ao ensino como processos interativos e intersubjetivos, mas sim ao rendimento como resultado verificável. A avaliação do rendimento escolar, indispensável ao processo classificatório, inscreve-se nas práticas sociais cujo objetivo ao examinar é vigiar e punir. A professora é apresentada como o sujeito que atua sobre os alunos e alunas transformados em objetos de conhecimento no processo avaliativa. A avaliação remete a uma ação da professora sobre os alunos e alunas, muitas vezes vista como uma relação de poder.
No cotidiano há interpenetrações, e as fronteiras mostram-se lugares de trânsito por espaços discursivos transitoriamente definidos. Nessa avaliação permite verificar o rendimento da professora; o resultado de sua turma indica seu desempenho, que pode ser medido, produzindo uma classificação na qual a professora é exposta. Ao avaliar também é avaliada. O processo escolar de avaliação se tece como uma teia que liga estudantes, professoras, famílias, procedimentos didáticos, organização pedagógica, relações pessoais, relações institucionais, afetos, projetos, contexto social, saberes, não-saberes e tantos outros elementos quantos possam estar relacionados ao cotidiano escolar.
No cotidiano escolar, avaliando e sendo avaliada, a professora vai aprendendo duas lições contraditórias: é preciso classificar para ensinar; e classificar não ajuda a ensinar melhor, tampouco a aprender mais – classificar produz exclusão e para ensinar é indispensável incluir. O que abre a possibilidade da avaliação com o outro, em que avaliar é indagar e indaga-se, num processo compartilhado, coletivo, em que todos se aventuram ao conhecimento buscando o autoconhecimento.
A professora, ao avaliar, é avaliada, coloca-se em contato com o movimento de permanente produção conhecimento e desconhecimento, atos entrelaçados no cotidiano escolar. A avalição não pretende controlar e classificar o rendimento do aluno ou aluna, tampouco pode ser, direta ou indiretamente, usada para controlar e classificar o rendimento da professora.
Compartilhando o processo e investigando-o, a professora pode ir ampliando seu conhecimento sobre cada um de seus alunos e alunas, sobre o coletivo do qual participam. Num processo contínuo, capaz de ir envolvendo outras pessoas que também se vinculam a dinâmica pedagógica. Num processo coletivo, cooperativo, solidário, que busca a ampliação permanente da qualidade da escola, que tem como preocupação central o conhecimento como resultado das interações humanas e participante das buscas humanas por uma vida mais feliz para todos.
            Ao concluir, é importante destacar que o texto descreve as formas de como o professor deve avaliar os alunos de forma que eles se sintam acolhidos no contexto social e aprendam novos conhecimentos e não de forma classificatória, atribuindo notas a seus conhecimentos, causando uma exclusão dos alunos, caso eles não obtenham uma boa nota.


Referencia:
ESTEBAN, Maria Teresa. Ser professora: avaliar e ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Teresa(org.). Escola, currículo e avaliação. 2.ed. São Paulo, Cortez, 2002, p.13-37.

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