UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA – UFPB
CENTRO DE CIÊNCIAS APLICADAS E EDUCAÇÃO – CCAE
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
CAMPUS IV – RIO TINTO
DISCIPLINA:
Avaliação de Aprendizagem
PROFESSOR:
Joseval Miranda
ALUNA: Digelvânia da Silva Clementino
Síntese reflexiva do texto: Ser
professora: avaliar e ser avaliada.
No texto a
autora indica que a professora deve informa o que cada aluno e aluna sabe e
atribuir um valor a seus conhecimentos. Tarefa árdua, constantemente apreendida
como um processo simples. Avaliar, como tarefa docente, mobiliza corações e
mente, afeto e razão, desejos e possibilidades. É uma tarefa que dá identidade
à professora, normatiza a sua ação, define etapas e procedimentos escolares.
A avaliação
classificatória não proporciona espaços significativos para um diálogo profundo
em que o processo e seus resultados possam ser compartilhados pelos sujeitos
nele envolvidos. A avaliação como tarefa escolar, inscreve-se num conjunto de
práticas sociais que tomam o conhecimento como meio para manipular e dominar o
mundo, fazendo-o funcionar segundo as determinações de um sujeito.
A avaliação
classificatória configura-se com as ideias de mérito, julgamento punição e
recompensa, exigindo o distanciamento entre os sujeitos que se entrelaçam nas
práticas escolares cotidianas. A avaliação quantitativa expressa, no âmbito
escolar, a epistemologia positiva que conduz um metodologia em que a
manipulação dos dados tem prioridade sobre a compreensão do processo.
Os diversos
instrumentos de avaliação viabilizam o distanciamento entre o sujeito que
conhece, neste caso a professora que avalia, do objeto de conhecimento, aqui
representado pelo estudante que está sendo avaliado. Entre a professora e seus
alunos e alunas interpõe-se instrumentos e procedimentos – provas, testes, arguições,
exercícios, fichas, boletins – com a finalidade de aferir o conhecimento que o
(a) estudante possui.
A avaliação,
assim considerada, não se refere à aprendizagem e ao ensino como processos
interativos e intersubjetivos, mas sim ao rendimento como resultado
verificável. A avaliação do rendimento escolar, indispensável ao processo
classificatório, inscreve-se nas práticas sociais cujo objetivo ao examinar é
vigiar e punir. A professora é apresentada como o sujeito que atua sobre os
alunos e alunas transformados em objetos de conhecimento no processo
avaliativa. A avaliação remete a uma ação da professora sobre os alunos e
alunas, muitas vezes vista como uma relação de poder.
No cotidiano há
interpenetrações, e as fronteiras mostram-se lugares de trânsito por espaços
discursivos transitoriamente definidos. Nessa avaliação permite verificar o
rendimento da professora; o resultado de sua turma indica seu desempenho, que
pode ser medido, produzindo uma classificação na qual a professora é exposta.
Ao avaliar também é avaliada. O processo escolar de avaliação se tece como uma
teia que liga estudantes, professoras, famílias, procedimentos didáticos,
organização pedagógica, relações pessoais, relações institucionais, afetos,
projetos, contexto social, saberes, não-saberes e tantos outros elementos
quantos possam estar relacionados ao cotidiano escolar.
No cotidiano
escolar, avaliando e sendo avaliada, a professora vai aprendendo duas lições
contraditórias: é preciso classificar para ensinar; e classificar não ajuda a
ensinar melhor, tampouco a aprender mais – classificar produz exclusão e para
ensinar é indispensável incluir. O que abre a possibilidade da avaliação com o
outro, em que avaliar é indagar e indaga-se, num processo compartilhado,
coletivo, em que todos se aventuram ao conhecimento buscando o autoconhecimento.
A professora, ao
avaliar, é avaliada, coloca-se em contato com o movimento de permanente
produção conhecimento e desconhecimento, atos entrelaçados no cotidiano
escolar. A avalição não pretende controlar e classificar o rendimento do aluno
ou aluna, tampouco pode ser, direta ou indiretamente, usada para controlar e
classificar o rendimento da professora.
Compartilhando o
processo e investigando-o, a professora pode ir ampliando seu conhecimento
sobre cada um de seus alunos e alunas, sobre o coletivo do qual participam. Num
processo contínuo, capaz de ir envolvendo outras pessoas que também se vinculam
a dinâmica pedagógica. Num processo coletivo, cooperativo, solidário, que busca
a ampliação permanente da qualidade da escola, que tem como preocupação central
o conhecimento como resultado das interações humanas e participante das buscas
humanas por uma vida mais feliz para todos.
Ao
concluir, é importante destacar que o texto descreve as formas de como o
professor deve avaliar os alunos de forma que eles se sintam acolhidos no
contexto social e aprendam novos conhecimentos e não de forma classificatória,
atribuindo notas a seus conhecimentos, causando uma exclusão dos alunos, caso
eles não obtenham uma boa nota.
Referencia:
ESTEBAN, Maria Teresa. Ser
professora: avaliar e ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Teresa(org.). Escola, currículo e avaliação. 2.ed.
São Paulo, Cortez, 2002, p.13-37.
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