UNIVERSIDADE
FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
CENTRO
DE CIÊNCIAS APLICADAS E EDUCAÇÃO – CCAE
DEPARTAMENTO
DE EDUCAÇÃO
CAMPUS
IV – RIO TINTO
DISCIPLINA:
Avaliação
de aprendizagem
PROFESSOR:
Joseval
Miranda
ALUNA:
Digelvânia
da Silva Clementino
Síntese
reflexiva do texto: Verificação ou avaliação: o que prática a escola?
A avaliação da aprendizagem escolar
adquire seu sentido na medida em que se articula com um projeto pedagógico e
com seu consequente projeto de ensino. A avaliação tanto no geral quanto no
caso específico da aprendizagem, não possui uma finalidade em si; ela subsidia
um curso de ação que visa construir um resultado previamente definido.
Desse modo, os encaminhamentos que
estaremos fazendo para a prática da avaliação da aprendizagem destinam-se a
servir de base para tomadas de decisões no sentido de construir com e nos
educandos conhecimentos, habilidades e hábitos que possibilitem o seu efetivo
desenvolvimento, por meio da assimilação ativa do legado cultural da sociedade.
Tendo por base a compreensão exposta neste texto, abordaremos a prática da
aferição do aproveitamento escolar, utilizando como matriz de abordagem os
conceitos de verificação e avaliação, na perspectiva de, ao foral, retirar
proveitos para a prática docente.
No caso dos resultados da aprendizagem,
os professores utilizam como padrão de medida o “acerto” de questão. A medida
da aprendizagem do educando corresponde à contagem das respostas corretas
emitidas sobre um determinado conteúdo de aprendizagem que se esteja
trabalhando. Usualmente, na prática escolar, os acertos nos testes, provas ou
outros meios de coleta dos resultados da aprendizagem são transformados em
“pontos”. A medida é um ato necessário e, assim, tem sido praticada na escola.
A transformação dos resultados medidos em nota ou conceito dá-se, por meio do
estabelecimento de uma equivalência simples entre os acertos ou pontos obtidos
pelo educando e uma escala, previamente definida, de notas ou conceitos.
Notas e conceitos, em princípio,
expressam a qualidade que se atribui à aprendizagem do educando, medida sob a
forma de acertos ou pontos. Para obter o resultado final de um bimestre ou ano
letivo, ele se utiliza da média de notas ou conceitos. O educando se encontra
numa situação negativa de aprendizagem e, por isso, possui uma nota ou um
conceito de reprovação, chama-se a atenção do aluno, pedindo-lhe que estude
para fazer uma segunda aferição, tendo em vista a melhoria da nota, no geral
não é para que o educando estude a fim de aprender melhor, mas estude “tendo em
vista a melhoria da nota”. A ação não, mas sim a nota.
A terceira opção, pois exige que
estamos, em nossa ação docente, polarizados pela aprendizagem e pelo
desenvolvimento do educando; a efetiva aprendizagem seria o centro de todas as
atividades do educador. O processo de verificar configura-se pela observação,
obtenção, análise e síntese dos dados ou informações que delimitam o objeto ou
ato com o qual se está trabalhando. Por si, a verificação não implica que o
sujeito retire dela consequências novas e significativas. O ato de avaliar
implica coleta, análise e síntese dos dados que configuram o objeto da
avaliação, acrescido de uma atribuição de valor ou qualidade, que se processa a
partir da comparação da configuração do objeto avaliado com um determinado
padrão de qualidade previamente estabelecido para aquele tipo de objeto.
A avaliação, diferentemente da
verificação, envolve um ato que ultrapassa a obtenção da configuração do
objeto, exigindo decisão do que fazer ante ou com ele. A partir dessas
observações, podemos dizer que a prática educacional brasileira opera, na quase
totalidade das vezes, como verificação. A avaliação, ao contrário, manifesta-se
como um ato dinâmico que qualifica e subsidia o reencaminhamento da ação,
possibilitando consequências no sentido da construção dos resultados que se
deseja.
Coletar, analisar e sintetizar, da forma
mais objetiva possível, as manifestações das condutas –
cognitivas, afetivas, psicomotoras – dos educandos, produzindo uma configuração
do efetivamente aprendido. Ainda que pareça estar suficientemente claro o que
estamos propondo ao falar em mínimo necessário, acrescentaremos uma observação:
definir mínimo necessário não significa ater-se a ele.
A prática da avaliação da aprendizagem,
em seu sentido pleno, só será possível na medida em que se estiver efetivamente
interessado na aprendizagem do educando, ou seja, há que estar interessado em
que o educando aprenda aquilo que está sendo ensinado. Se ensinamos e os alunos
não aprenderam e estamos interessados em que aprendam, há que se ensinar até
que aprendam; deve-se investir na construção dos resultados desejados. A
avaliação é um diagnóstico da qualidade dos resultados intermediários ou
finais; a verificação é uma configuração dos resultados parciais ou finais. A
primeira é dinâmica, a segunda, estática.
Ao concluir, é importante observar que
no texto fala da verificação e da avaliação, onde a verificação é diferente da
avaliação, a verificação está sempre acompanhando os resultados parciais do
aluno pra saber se ele está aprendendo ou não, e avaliação está sempre
avaliando os resultados das notas finais dos alunos.
Referência:
LUCKESI,
Cipriano Carlos. Verificação ou
avaliação: o que prática a escola? In: LUCKESI,
Cipriano Carlos. Avaliação da
aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez,
2011, p. 45-60.
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